Há dias que venho enrolando para registrar alguns pensamentos que venho tendo, e durante esse tempo mil idéias me passaram pela cabeça. Por agora só posso jurar que não lembro de nenhuma delas, exceto aquela sobre o fato de nunca memorizar as coisas que gostaria de colocar no papel, mesmo que esse seja virtual.
Você diria pra eu anotar no celular, mas por alguma razão ainda a mim desconhecida, nunca acho que estou anotando algo de verdade quanto faço isso no aparelho. Para mim, anotar no celular é algo do tipo "ir no dentista, quinta às 15", "comprar verduras à noite". Sim, ainda nos resta o papel, mas me pego constantemente ao longo do dia longe dele, ou com preguiça de pegá-lo mesmo quando está perto. Sendo assim, seria exagero dizer que sou a melhor escritora do mundo? Digo, ninguém nunca saberá o meu potencial, pelo simples fato de que tenho preguiça de desenvolvê-lo. Olhando pelo outro lado da questão, posso estar fazendo um favor a humanidade evitando a mesma de entrar em contato com as caraminholas que passam por dentro dessa mente, desprovida de alguns filtros necessários a humanidade.
No final das contas, essa minha vontade é o gato de Schrödinger.
No final das contas, essa minha vontade é o gato de Schrödinger.